Neurocientista defende currículos adaptados ao desenvolvimento humano

Por Cláudio Ferme

Numa era dominada por inovações tecnológicas permanentes, a escola e a atividade pedagógica ainda são os pilares da promoção do desenvolvimento cognitivo das crianças. Essa é a visão da professora Elvira Souza Lima expressa na palestra “Neurociência aplicada à docência e à aprendizagem”, em que enfatizou a indissociável complementaridade entre sistema educacional e ciência para o aperfeiçoamento do conhecimento humano, no dia 7 de agosto, no Congresso Rio de Educação 2015.

De acordo com Elvira, a neurociência constitui uma fundamental aliada dos educadores em sua tarefa de reproduzir os conhecimentos culturais. Com a relação de quantidades, a palestrante enfatizou que pedagogia proporciona as bases do conhecimento a ser assimilado pelo cérebro da criança, o qual formará sua capacidade seletiva e organizadora a partir de atividades como estudo de geometria, música, literatura, artes, pesquisas, etc. Para a educadora, a neurociência recupera o papel do professor na escola.

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“A escola e a atividade pedagógica ainda são os pilares da promoção do desenvolvimento cognitivo”, aponta a neurocientista – Foto: Bruno Fabregas

Quanto aos gestores educacionais, Elvira sustenta que deveriam adaptar os currículos escolares ao desenvolvimento humano. “Os diversos períodos de desenvolvimento cerebral, desde o mais fundamental até a maturidade, apresentam peculiaridades que precisam ser compreendidas e trabalhadas, como a adequação pedagógica entre razão e emoção”, explicou. Nesse sentido, a neurociência auxilia ao entendimento dos processos químicos do cérebro humano e permite a otimização do aprendizado e da atividade do professor.

A professora manifestou sua preocupação com o uso abusivo das ferramentas tecnológicas no processo educacional. Segundo ela, há uma crítica dependência das crianças em relação às telas (tablets, celulares, notebooks, televisão), o que faz com que cheguem à escola com padrões de atenção muito alterados. Daí a importância cognitiva de atividades como a escrita (mobiliza 21 áreas do cérebro) e da leitura (movimenta 17 áreas cerebrais).

Confira abaixo o vídeo que fizemos com Elvira Souza Lima no 10º Congresso Rio de Educação, com exclusividade para você:

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