Tapetes que dão vida aos livros infantis

Por Nathalia Curvelo

Já imaginou unir arte, performance, literatura e pedagogia a partir de um tapete? Esse é o trabalho desenvolvido por Daniela Fossaluza, idealizadora do projeto de fomento à leitura “Costurando Histórias”. A atriz contou o surgimento e os conceitos da iniciativa na palestra “A Arte de Contar Histórias com Tapetes”, no 2º dia do Congresso Rio de Educação 2015, no dia 8 de agosto.

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“Costurando Histórias” mistura arte, performance, literatura e pedagogia – Foto: Bruno Fabregas

Formado por um coletivo de artistas, o Costurando Histórias surgiu há 14 anos, quando Daniela teve contato com o projeto francês Raconte Tapis, que utiliza tapetes tridimensionais para, de forma lúdica, contar histórias de livros infantis. Mas, diferentemente do que acontece na França, onde a prática da metodologia se concentra nas bibliotecas, no Brasil a ideia percorre espaços culturais, hospitais e as ruas da cidade. “O Contando Histórias ficou muito plural. Nós estávamos carentes de uma transmissão humana de conteúdo”, explicou Daniela.

De acordo com ela, o projeto permite às crianças o desenvolvimento de habilidades importantes, como a capacidade de contemplação, a interação motora, a criatividade e ampliação dos sentidos. “A criança percebe que pode ser atuante, que vale a pena ser ouvinte e que é permitido mudar o rumo de uma narrativa. O mundo da leitura pode nos despertar para a diversidade do mundo”.

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Público também se aventurou nas histórias com tapetes lúdicos – Foto: Bruno Fabregas

Daniela ressaltou ainda as indagações que devem ser feitas ao elaborar a forma de contar histórias, de maneira que elas possam despertar a atenção das crianças. “Um bom contador tem que escutar e entender os anseios da criança. Quando a gente conta histórias a gente dá espaço para que o outro sintetize, imagine coisas e encontre significados diferentes dos nossos. Isso é deixar que o outro seja capaz de construir um sentido. O bom contador constrói significado junto com seus ouvintes”, resumiu.

A atriz explicou que, mesmo sem ter domínio de como costurar objetos de pano, é possível criar tapetes de histórias. “Na época que me aventurei por esse caminho da costura, meus primeiros ficaram uma aberração. Mas as crianças adoravam! Tudo virava uma brincadeira. O não saber não é impeditivo”. Ao final da palestra, Daniela leu um livro para o público presente, que também se aventurou pelos tapetes lúdicos.

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