Cérebro, aprendizagem e educação: uma parceria real e necessária

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Por Juliane Oliveira

Já parou para pensar como o sistema educacional precisa ser reavaliado quanto ao funcionamento cerebral? Para responder essa indagação, a psicopedagoga Telma Pantano participou do 11º Congresso Rio de Educação, refletindo sobre o cérebro, a aprendizagem e a educação.

O sistema educacional como se conhece hoje foi pensado com base no cérebro de um adulto. Ao contrário do que se pensava há 40 anos, o cérebro não funciona por partes e, apesar de não mudar muito em relação à quantidade de neurônios, o funcionamento cerebral de uma criança e de um adulto são completamente diferentes.

“É importante entender para quem a gente prepara um sistema educacional, porque estamos falando de cérebros que funcionam de forma diferente. Mais do que isso: quem está ensinando não pode ser parâmetro para organizar a proposta de aprendizagem”, explicou Telma.

A psicopedagoga explicou que o cérebro é limitado na sua entrada, só sendo capaz de entender impulso elétrico, por isso, tudo o que o ser humano entende recebe pelos canais sensoriais. Esses canais sensoriais precisam ser observados atentamente nas crianças: “Por exemplo, é comum uma criança sentir dor em dia de prova. Já parou para pensar por que o nervoso vem através de uma dor? Quanto menor ela é mais dor física ela sente. E não se trata de invenção. Enquanto a criança não consegue entender que está sentindo nervoso ou ansiedade, enquanto ela tem dificuldade de especificar suas emoções, tudo que ela sente é físico”.

O cérebro humano é formado não só pela organização cerebral, mas também é influenciado pelo ambiente. “Cada vez mais crianças que estão sofrendo psiquicamente começam a se cortar, porque ela não sabe nomear e nem reconhecer as emoções que está sentindo. Isso acontece porque o ambiente não está dando estímulos suficientes para formar emoções”, destacou Telma.

Já a memória humana possui quatro etapas: fixação, retenção, evocação e esquecimento. A única etapa que o professor tem algum controle é a fixação, e, por isso, precisa pensar nesse funcionamento do cérebro na hora de ensinar. “Cabe ao professor, ao passar um conteúdo, ajudar o aluno a se planejar, a ter estratégias de fixação, capacitando-o a  uma retenção eficaz”, disse.

Acesse aqui a apresentação da palestra “Cérebro, aprendizagem e educação: uma parceria real e necessária”.

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