Novos alunos e a forma antiga de ensinar

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Por Juliane Oliveira

“O mundo mudou. O aluno mudou. Por que a escola ainda é a mesma?”. A indagação é da coach e educadora Cláudia Villela, durante o 11º Congresso Rio de Educação. Ela falou sobre o extenso cardápio disponível de novas metodologias, como aprendizagem colaborativa, ensino híbrido e tecnologia digital, mas criticou o posicionamento da maioria das escolas de não incluir essas metodologias no processo de aprendizagem.

“O cardápio disponível é amplo, mas não pode faltar nunca: ter o aluno no centro do processo e o professor extremamente ativo. A tecnologia veio para ficar. Precisamos ter o domínio básico para poder dialogar e compreender a mente dos nossos alunos. Estar distante da tecnologia hoje é estar distante da maneira de pensar do aluno”, ressaltou Cláudia.

A coach destacou seis novidades promissoras da educação que permitem um olhar diferenciado para o aluno:

– Sala de aula invertida: antes da aula o professor grava um vídeo do conteúdo e dispara nas redes sociais. Os alunos assistem, elaboram perguntas e interagem previamente com o conteúdo para depois aprender sobre o tema na sala de aula. O tempo é otimizado e há a personalização do ensino, alterando a dinâmica tradicional da aula.

– Cultura maker: é a cultura “mão na massa”, aprender fazendo, que proporciona criatividade, autonomia e incentiva o trabalho em grupo.

– Aprendizagem móvel: o uso de dispositivos móveis (celular) não deve ser visto como uma ameaça, mas como uma parceria para fortalecer o trabalho em sala de aula. O uso da tecnologia não dispensa o papel do bom professor, do bom educador.

– Aprendizagem baseada em problemas: discutir conteúdos partindo de um problema, pesquisa e dados. Após o levantamento de hipóteses foca em habilidades de raciocínio. Os problemas apresentados precisam ter significado para o aluno.

– Design Thinking: é uma ferramenta, e não uma metodologia, para organizar o pensamento e a construção coletiva de soluções.

– Gamificação: utilizar a estrutura dos games para aprendizagem. Tem um alto grau de inovação, gera diversão, estímulo e engajamento.

A importância de inovar no ambiente escolar, encontrando soluções para melhorar a experiência de aprendizagem dos alunos, foi destacada por ela como essencial: “Criatividade sem resultado é modismo, e resultado sem criatividade não dura muito. Se cada pessoa tem um modelo mental que reage de forma diferente ao mesmo estímulo por que a escola persiste no modelo padronizado de fazer tudo igual para todo mundo? Precisamos nos questionar como estamos agindo e o que estamos fazendo para mudar a realidade da escola que fazemos parte. A chave está na renovação diária do próprio professor”.

Acesse aqui a apresentação completa da palestra “Novos ares: novidades promissoras para o êxito da educação”.

Confira a mensagem da educadora Cláudia Villela no 11º Congresso Rio de Educação:

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