Professor na contemporaneidade

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Por Andréa Antunes

As diferenças entre as gerações que convivem na atualidade, os conflitos existentes no encontro dessas gerações e os diversos papéis que o professor de hoje precisa desempenhar no cotidiano de sua profissão para obter bons resultados foram apresentados pelo doutor em Educação e gestor em negócios, Renato Casagrande na palestra “Ser professor na contemporaneidade”. A apresentação foi dividida em três momentos, em que Renato Casagrande abordou com bom humor a diferença entre gerações, traçou o perfil do aluno do século XXI e fez considerações sobre o papel dos professores neste contexto.

“Essa é uma geração inconformada, aflita, entusiasta, competitiva. Tudo lhes interessa; porém, para a maioria, de maneira artificial. Os jovens não procuram aprofundar-se em algo”, ressaltou o especialista, lembrando que lidar com esses novos jovens – ativos, imprevisíveis, migratórios, barulhentos, conectados e públicos –, e com a revolução tecnológica é o desafio do professor. “E esse desafio exige mais do que mudança e novidade”, afirmou.

Ao tratar do professor, Renato Casagrande lembrou de aspectos psicológicos que envolvem o processo ensino-aprendizagem – Inteligência Cognitiva, Inteligência Emocional, Inteligência Volitiva – e enfatizou que hoje um dos papéis do docente é despertar no aluno a vontade de aprender. “A Inteligência Volitiva vem junto com a ideia de Inteligências Múltiplas de Gardner. Já que todos são inteligentes, o que diferencia uma pessoa da outra não é mais a inteligência, mas a vontade. Vence aquele que tem mais vontade, que transforma sonhos em ações e ações em resultados. E esse é o papel do professor: despertar no aluno a vontade de fazer o que deve ser feito”, afirmou.

Renato Casagrande criticou a formação docente que, na sua visão, não prepara o professor para dar aula. “A maior parte dos cursos de formação é abstrata. O professor sai da faculdade sem saber fazer com que o aluno aprenda”, lamentou. Ele citou ainda a desmotivação do professor e o fato de a categoria ter perdido o seu prestígio como aspectos que impactam no trabalho em sala, mas encerrou com uma mensagem otimista. “A educação de fato só vai acontecer pelas mãos do professor. Quanto mais informação, mas alienação. Precisamos de pessoas. O resgate do professor passa por aí. Em um mundo tão tecnológico, o papel do ser humano ganha mais importância e tenho certeza que é neste momento difícil que o professor vai resgatar o seu papel.”

Acesse aqui a apresentação completa da palestra “Ser professor na contemporaneidade”.

Confira a mensagem do gestor Renato Casagrande no 11º Congresso Rio de Educação:

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