Como inovar na sala de aula e fazer a reinvenção dos professores?

WhatsApp Image 2019-08-25 at 14.53.34

Por Juliane Oliveira 

“Vivemos num mundo em constante metamorfose, o que os especialistas chamam de V.U.C.A: um mundo de volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade, que insiste em não ser tão estável e previsível como gostaríamos. Precisamos desapegar não só do conceito de mundo tal como conhecemos, mas também do conceito de escola, de aprendizagem e ensino”. A declaração da jornalista e pedagoga Carolina Sanches incentivou uma transformação no comportamento dos educadores, durante sua palestra no 12º Congresso Rio de Educação.

Pensando sobre as mudanças, Carolina exemplificou com a cantora mais popular do Japão: Hatsune Miku, que significa a primeira voz do futuro, é um holograma que faz shows ao vivo e interage com o público. “Anos atrás não se pensaria em um ícone como esse, mas hoje tudo é possível. No contexto da educação, estamos falando de alunos nativos digitais e professores imigrantes digitais. É necessário olhar para o passado para construir o futuro. Precisamos dos dois em equilíbrio”, esclarece a pedagoga.

Um modelo de educação remix pode ser a solução. Baseada na ideia de mashup, em que djs misturam duas músicas transformando em uma terceira, a mesma lógica pode ser aplicada na educação. Misturando plataformas e linguagens é possível encontrar um novo formato que dialogue mais facilmente com as crianças e adolescentes, como o que ela chama de leitura elástica, uma abordagem lúdica que mistura livros com outras plataformas.

“Antigamente a criança precisava da escola para ter acesso ao conteúdo. Isso mudou. O que eu estou oferecendo agora? O que estou construindo? Com a educação remix posso aproximar a criança do conhecimento erudito, por exemplo, por meio da cultura pop. A mixagem traz muitas possibilidades, mas para isso preciso ter base e conhecer o interlocutor para fazer os cruzamentos adequados”, explica.

Nesse novo tempo e novo modelo não há mudança sem colaboração. O mundo moderno, de acordo com Carolina, não aceita mais trabalho individual. As boas ideias surgem de duas pequenas sugestões que se fundem. O grande propulsor da inovação está na conexão entre pessoas.

“Precisamos ativar o pensar e o fazer diferente para remixar a educação, além de trabalhar em conjunto, criando uma rede forte de educadores. Precisamos de curiosidade, para saber fazer perguntas; criatividade, para resolver problemas; e conectividade, ou seja, nossa capacidade de ligar pontos. Se reinventar dentro da sala de aula passa por esse caminho. É necessário sair do lugar de quem ensina para estar no lugar de quem aprende junto”, destaca a jornalista.

 

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Blog no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: