Identidade de gênero: direito a ser respeitado no ambiente escolar

WhatsApp Image 2019-08-25 at 14.53.24

Por Juliane Oliveira

A sociedade passa por um momento de transição rigoroso. A geração de educadores foi alfabetizada numa linguagem completamente diferente da atual. É necessário um novo olhar para compreender o mundo como ele hoje se apresenta. Dentro desse contexto está a identidade de gênero, que de acordo com a juíza e escritora Andréa Pachá, é tratada , erradamente, como se houvesse uma guerra entre quem acredita e quem não acredita. O tema foi debatido por ela durante o 12º Congresso Rio de Educação.

“Não estamos falando de fadas, Coelho da Páscoa ou Papai Noel. Estamos falando de seres humanos. O mundo perfeito sempre existiu à custa da dor de alguém que nós silenciávamos. O fato de as nossas gerações não terem experimentado essa liberdade de escolha não significa que deva existir um padrão de normalidade quando tratamos de um direito fundamental que precisa ser respeitado”, explica Andréa, que também é colunista de O Globo e comentarista da rádio CBN.

A juíza destaca que há conflitos que chegam até a justiça e ao ambiente escolar como problemas que ninguém sabe resolver, porque há uma transferência de responsabilidade das famílias. Já às escolas cabe aprender a lidar com os problemas sem reproduzir comportamentos preconceituosos: “Se o aluno busca ajuda da escola ela pode e deve atuar como facilitadora nesse processo. Precisamos ter um profissional preparado para atender essa demanda”.

O Brasil, de acordo com ela, é um dos países que mais mata e mais agride a população LGBTI. Negação e invisibilidade são o que essas pessoas recebem e, portanto, cabe à escola ajudar na construção de uma rede de proteção. Para Andréa, a justiça, o afeto e a felicidade, assim como a educação e a cultura, são saberes da mesma raiz da racionalidade e da humanidade. No meio dessa confusão, que leva uma geração à angústia, muitos adolescentes sofrem com depressão e se automutilam, porque falta compreensão.

“O mundo precisa ser mais acolhedor. É fundamental que as escolas trabalhem esse tema para enfrentar o preconceito, por meio do conhecimento, para construirmos uma sociedade mais justa e mais humana. Afeto, respeito, ética e solidariedade são os valores que devem ser fortalecidos na educação. É a única forma de resgatar essa geração. Se tem um tema que não podemos permitir no ambiente escolar é a falta do vínculo afetivo, independentemente da sua identidade de gênero e orientação sexual”, ressaltou a juíza.

Confira o vídeo da juíza e escritora:

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: