O impacto da ansiedade na tomada de decisão

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Por Juliane Oliveira

Como a ansiedade pode impactar suas decisões? Como a escola pode trabalhar essa temática? Nara Matos, psicoterapeuta e mestranda da Universidade Fernando Pessoa, em Portugal, debateu o assunto durante o 12º Congresso Rio de Educação. De acordo com ela, estamos vivendo na Era da decisão pelo medo. Cada indivíduo tem seu campo social, espiritual, mental, físico e emocional. Esses campos estão intrinsecamente ligados à tomada de decisão, e não existe decisão que não impacte o outro e o mundo.

“Não é fácil relacionar todos esses campos. Estamos num momento de muita dificuldade de relacionamento. O mundo inteiro quer reaprender a se relacionar. A tomada de decisão sempre é impactada pela relação com o outro, mas a minha coragem não deve invalidar o medo da outra pessoa, principalmente com as crianças. Precisamos entender o porquê do medo e criar estratégias para ajudar a controlar a ansiedade delas”, explica Nara.

Toda decisão, de acordo com a psicoterapeuta, traz prejuízos calculáveis e incalculáveis, inclui perda e é emocional. A ansiedade e o medo impedem que a decisão seja tomada com consciência, o que prejudica a ação. É fundamental que cada indivíduo se permita ser frágil e peça ajuda sempre que necessário. “Não tem problema nenhum ter medo de tomar uma decisão, mas não podemos transformar esse medo em uma situação de ansiedade, senão paralisamos e não conseguimos”, esclarece.

Para Nara, a escola precisa estabelecer um ambiente no qual as crianças e adolescentes tenham a oportunidade de olhar para suas próprias atitudes e a forma como decidem e defendem seus pontos de vista e valores, que é onde os conflitos são gerados. Com essa reflexão, é mais fácil a decisão ter um resultado positivo, diminuindo conflitos que causam brigas e afastamento. Esse olhar, segundo ela, é fundamental não só entre os alunos, mas também no corpo docente.

A psicoterapeuta afirma que existem três tipos de pessoas: o “indivíduo poste”, que é inflexível e não abre mão das suas opiniões nunca; o “indivíduo água”, que se molda ao espaço em que está, não tem características próprias e se adapta conforme o interesse do outro; e o “indivíduo elástico”, aquele que tem uma comunicação não violenta e consegue flexibilizar suas ações.

“A ideia é que cada ser humano possa se tornar um pouco mais ‘elástico’, que saiba defender seus valores inegociáveis ouvindo o outro, e seja mais flexível nas relações e na tomada de decisões”, resume Nara.

Confira a apresentação completa da palestra de Nara Matos.

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