Quinto itinerário: formação que favorece o protagonismo do jovem

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Por Nathalia Curvelo

Previsto na reforma do Ensino Médio, o quinto itinerário – voltado para formação técnica e profissionalizante – representa uma evolução que vai favorecer o protagonismo do jovem. A constatação foi feita por Claudio Filho na palestra “O Quinto Itinerário – Formação Técnica e Profissional para o Novo Ensino Médio”.

De acordo com ele, que é presidente da Associação Nacional das Escolas Técnicas, o Brasil precisa seguir o exemplo de nações desenvolvidas e investir na formação técnica. “O modelo do Ensino Médio tradicional falhou. Temos uma grande evasão de jovens e um problema grande que é a desconexão deles com a escola”, resumiu.

Um exemplo dessa desconexão, segundo Filho, é o crescimento da população nem-nem, que nem trabalha e nem estuda. Atualmente, são 17 milhões de pessoas nessa situação no país. Outro dado alarmante é a posição do Brasil no Programação Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), que ocupa a 63ª posição entre os 70 países avaliados no ranking.

“Não adianta perpetuar o discurso de que precisamos de mais dinheiro para a educação. Não basta aumentar investimento. Temos que colher resultados, e isso não conseguimos ainda”, alertou. Filho relembrou a lei que instituiu o curso técnico no país, em 1909. Na época, o intuito de criar o segmento era prover capacitação para jovens de famílias economicamente desfavorecidas. Porém, essa premissa precisa e deve ser revista nos dias de hoje, defendeu o palestrante.

“O ensino técnico é para o aluno que quer se conectar com os arranjos produtivos locais. O jovem precisa estudar, se formar, mas também tem necessidade de trabalhar. Cidadania significa a pessoa ter a possibilidade de prover sua família. Isso é importante para o cidadão. Não adianta ele se formar e não ter emprego”, disse.

Além de possibilitar a introdução dos jovens no mercado de trabalho, uma outra vantagem do quinto itinerário seria a abertura de novas oportunidades para a rede privada. Isso porque, na análise de Filho, as escolas públicas dificilmente conseguirão ter estrutura e investimento para ofertar novos cursos técnicos e profissionalizantes.

“Nesse caso o aluno pode fazer ensino médio na escola estadual e a formação técnica em outra escola. Então, a rede privada tem que estar atenta às oportunidades que se apresentam. E essa é uma delas. O Mediotec funciona exatamente dessa forma. É um modelo de parceria público-privada que vem agradando e possibilita o protagonismo do jovem”, concluiu.

Confira a apresentação completa da palestra de Claudio Filho.

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