Saber falar é peça-chave para o entendimento em sala de aula

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Por Luisa Gabriela Oliveira

Com o advento da tecnologia e o consumo de informação cada vez mais exacerbado através das gerações, manter o foco em sala de aula se tornou algo cada vez mais difícil. Não somente pela demanda da inovação, mas também como a mensagem será transmitida aos alunos. O debate foi tema da palestra “Relação professor-aluno: a influência da comunicação eficaz em sala de aula”, ministrada pelo coach em comunicação Guilherme Miziara, no 11º Congresso Rio de Educação.

“É cada vez mais comum eu conversar com pessoas a respeito da comunicação em sala de aula porque muita gente não sabe repassar o conhecimento”, destaca. O especialista aponta que é fundamental para os professores saberem o objetivo da aula, e este se estabelece em dois grandes pontos: o extrínseco (para fora) e o intrínseco (para dentro), sendo este último o que realmente quer ser passado aos alunos, onde muitas vezes está a negociação. “Hoje os estudantes querem saber o que vão ganhar em troca. Independentemente da faixa etária, o aluno quer saber o que ele ganha”, ressalta.

Para facilitar a troca entre professor e aluno, Miziara exemplifica as técnicas comunicativas que melhoram esta relação dentro de sala de aula, e que se baseiam em dois eixos: o conteúdo e a forma, sendo um interligado ao outro, não excluindo nenhum. “Há muitos professores que dizem possuir bastante conteúdo e que por isso não se preocupam em como a informação será passada, o que é um erro. Nem sempre excesso de conteúdo quer dizer aprendizagem”, disse.

A amplitude de informações também é destaque no pensamento do especialista, que acredita num maior direcionamento da mensagem se ela tiver um leque de referências: “Quanto mais informações, mais direcionado meu discurso e mais pessoas se identificam com ele. Mas é preciso tomar cuidado com dados e informações. Dados são amplos e é deles que você extrai as informações para ter uma mensagem ainda mais específica”.

O professor ainda destacou a busca pelo equilíbrio e pela inovação para que os alunos se mantenham atentos e que a troca se torne inesquecível para eles. “É importante que se invista nas experiências porque vivendo aquilo de forma diferente faz com que as pessoas memorizem o que foi passado”, disse.

Acesse aqui a apresentação completa da palestra “Relação professor-aluno: a influência da comunicação eficaz em sala de aula”.

Confira a mensagem do coach Guilherme Miziara no 11º Congresso Rio de Educação:

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A primeira infância como papel fundamental na inclusão social e familiar

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Por Luisa Gabriela Oliveira

O processo de inclusão ao longo da vida, bem como a inclusão de alunos nas escolas, é assunto que permeia as discussões pedagógicas ao longo dos anos. Ministrando a palestra “Considerações fundamentais sobre o processo de inclusão”, no 11º Congresso Rio de Educação, a psicanalista e psicóloga Cristina Hoyer fala sobre como a inclusão é um longo processo e a importância do mediador nesta trajetória.

“A inclusão não é um dado prévio da condição humana, é uma odisseia subjetiva particular entre os agentes primordiais (mãe/pai) e o sujeito-criança nos tempos da primeira infância”, disse.

A trajetória dos parentes, desde o desejo de se ter filhos até o crescimento de cada um deles, é um dos fatores determinantes na inclusão de cada ser naquele meio social e no campo familiar que, de acordo com a especialista, é a área da “cultura transgeracional, onde a cada geração vai transmitindo o simbólico. São as lendas e histórias, algo que aponta para a origem”.

Em seu pensamento, a psicanalista defende que a primeira infância é o momento fundamental na inclusão do ser neste meio: “É todo o alicerce de tudo o que vai se constituir o humano, é a época fundamental”, afirma.

Em relação aos filhos, a concepção deste novo ser no núcleo familiar é proveniente de um desejo particular dos agentes primários (pai e mãe) que idealizam a vontade de ter um filho e, consequentemente, colocam nele as expectativas de seu futuro. Por isso, mesmo que a família seja formada por mais de um filho, cada um é singular dentro da família.

“É comum encontrarmos irmãos perguntando a mãe de quem ela mais gosta. O fato é que todo filho é único e toda mãe é única para aquele filho. Cada um é um projeto particular daquela relação. Mesmo que se tenha dois, três, quatro filhos, cada um é único. Cada um deles é um projeto subjetivo e representam o desejo diferente de se ter uma criança”, destaca.

A especialista também ressalta a importância ainda na fase bebê do indivíduo que, mesmo sem ter consciência dos seus atos, se faz presente dentro do contexto familiar para ser incluído naquele meio, seja por um gesto ou resposta: “O processo de inclusão se dá fundamentalmente na primeira infância, principalmente pelas ações que os bebês reproduzem: atender pelo nome; o sorriso intencional; distancia-se da mãe sem perdê-la de vista; reage a rostos estranhos; estende os braços… O bebê passa a fazer parte daquele campo, nasce imerso, mas não é suficiente, já que o filho terá de fazer seu próprio movimento para ser incluído”, explica.

Humanizar para aprender

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Por Luisa Gabriela Oliveira

Fazer de uma escola um ambiente humanizado é um dos grandes desafios na prática pedagógica. A busca pelo equilíbrio unindo a empatia na equipe da instituição se tornou uma das grandes ferramentas educacionais que alavancam escolas ao redor do mundo. “O papel da educação também é preparar os alunos para além de obter os resultados para a escola”, destacou o professor Amaro França em sua palestra “Gestão de pessoas em um ambiente escolar” no 11º Congresso Rio de Educação.

Autor do livro “Gestão Humanizada – Liderança e Resultados Organizacionais”, ele afirma a importância da curiosidade como fator primordial para o funcionamento da escola, sendo ela, inclusive, uma empresa viva, que precisa estar agregada às relações interpessoais. “A escola é uma empresa viva. E, como qualquer outra, possui um sistema complexo que precisa, sobretudo, de um espaço de ser e de conviver, que instigue o conhecimento através da curiosidade , um elemento fundamental para tudo o que acontece na escola”, disse.

Para a realização deste espaço de intensa troca do ser e do conviver, o autor propõe dois grandes pontos: as condições organizacionais e os valores e práticas afetivas, para que a inovação e a formação de pessoas emocionalmente sadias aconteçam. “É fundamental que a escola seja um espaço saudável”, ressalta.

Nas relações dentro da equipe, o especialista destaca principalmente a sinergia entre os participantes da instituição, fazendo com que eles tenham entre si o que chama de comunicação empática: “A empatia é o olhar sobre o outro e tem o papel fundamental para a construção de ser. Eu aceito, cuido e valorizo o outro”.

O modelo de liderança que é implementado por meio do incentivo dos membros da equipe também foi assunto da palestra ministrada por França, que enfatizou que reconhecer talentos no grupo é que faz diferença nos resultados da escola. “É a partir das pessoas que se gera os níveis de melhores resultados. É importante saber comunicar, incentivar boas ideias, reconhecer talentos, desenvolver habilidade múltiplas e encorajar as pessoas a se superarem”, explicou.

Acesse aqui a apresentação completa da palestra “Gestão de pessoas em um ambiente escolar”. 

Confira a mensagem do professor Amaro França durante o 11º Congresso Rio de Educação: